Disciplina de Desenho Técnico I

 

Objectivos

O desenho é uma forma de comunicação gráfica para a transmissão de informação sobre, entre outros aspectos, a forma, a dimensão, o material e a função de uma determinada entidade física. Como todas as formas de linguagem o Desenho Técnico tem regras, neste caso particular vertidas em normas internacionais, cuja aplicação visa, simultaneamente, evitar equívocos de interpretação e facilitar a leitura e execução dos desenhos.

Constitui assim objectivo da cadeira de Desenho Técnico I a promoção do contacto e familiarização dos alunos com essas regras, através da realização de desenhos multivista, de modelos sólidos ou de figuras apresentadas em perspectiva, e a realização de desenhos em perspectiva, de modelos sólidos ou de desenhos multivista, à mão livre, com recurso aos instrumentos usuais de desenho ou com recurso a programas informáticos a isso dedicados.

Para além disso, pretende-se que os alunos aprendam a inserir no desenho toda a informação complementar da forma física de uma determinada peça, e que em engenharia mecânica é a que diz respeito, por exemplo, às dimensões, através das cotas e tolerâncias, e ao estado superficial, através da indicação da rugosidade.

 

Programa Mínimo

1. Introdução – O Desenho Técnico como linguagem gráfica, normalização, diferentes tipos de desenhos.

2. Sistemas de projecção – Projecção cilíndrica ortogonal, projecção dupla e geometria de Monge, projecção múltipla e desenho multivista. Tipos de linhas: significado e precedências. Escolha de vistas: vistas necessárias e vistas suficientes. Diversas fases da realização de um desenho multivistas. Vistas parciais, deslocadas e interrompidas. Vistas auxiliares. Representações convencionais e simplificadas.

3. Cortes e secções – Corte total, meio corte e corte parcial, representação de superfícies cortadas. Diferentes tipos de tracejados. Cortes por planos concorrentes e paralelos. Regras gerais e casos particulares. Nervuras, raios, etc….Secções.

4. Projecção Axonométrica – Projecção Oblíqua: perspectiva cavaleira. Projecção Ortogonal. Triângulo de referência. Ângulos de declive e coeficientes de redução linear e superficial. Escalas axonométricas. Perspectivas isométrica, dimétrica e trimética. Métodos gerais de construção de perspectivas rápidas.

5. Cotagem – Linhas de chamada, linhas de cota e cotas. Inscrição de cotas. Símbolos complementares de cotagem. Escolha e localização das cotas. Critérios de cotagem. Cotagem de elementos cónicos ou com faces convergentes. Cotagem de desenhos em corte, em perspectiva ou de conjunto.

6. Complementos de cotagem – Tolerâncias: sistema normalizado de tolerâncias. Ajustamentos: ajustamentos recomendados e sistema do furo normal. Inscrição de cotas tolerânciadas nos desenhos, o caso particular de cotas sem indicação explícita de tolerância. Acabamentos superficiais: rugosidade, indicação do estado de superfície.

7. Desenho de tubagens – Perspectiva isométrica de circuitos de distribuição de fluidos. Representação esquemática de circuitos de distribuição de fluidos e simbologia.

 

Docentes

Nome – José Manuel Baranda Moreira da Silva Ribeiro

Email – jose.baranda@dem.uc.pt

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Nome – Fausto Miguel Cereja Seixas Freire

Email – fausto.freire@dem.uc.pt

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